Missa de 20 anos de sacerdócio do Fundador

Prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo (Fl 3,13-14).


No dia 9 de julho, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no bairro Campos Elíseos, em São Paulo, celebramos em comunidade os 20 anos de sacerdócio de nosso Pai Fundador, Padre Gilson Sobreiro. Todos juntos, em família, nos reunimos para louvar e agradecer a Deus pelo dom da vocação e por todos esses anos de entrega e dedicação ao ministério sacerdotal de nosso padre. A Celebração foi presidida pelo nosso fundador e concelebrada pelos sacerdotes de nossa comunidade e sacerdotes amigos.


Entre os presentes, lá estavam a família de nosso padre, seus amigos e a comunidade, religiosos, leigos consagrados, juventude, crianças, adolescentes, filhos prediletos, amigos e benfeitores. Regidos pelo evangelho, na celebração da Santa Missa tivemos a oportunidade de provar mais uma vez do amor e da misericórdia de Deus que nos chama a seu serviço e que nos capacita com o seu amor.


Em suas palavras, o fundador agradeceu a Deus por todos esses anos e em uma reflexão, feita em um período sabático, compartilhou com a assembleia as “Divagações de um sacerdote”, texto que escreveu em um momento de profunda intimidade com Deus no qual refletia sobre seu chamado e vocação e sobre sua jornada sacerdotal.


“Minha fé sempre me fez acreditar que um dia serei julgado no Tribunal do Juízo Final, mas minha existência se antecipou ao conduzir-me a um outro tribunal, o Tribunal da Vida. O julgamento constava de uma única pergunta: Gilson, você fez a escolha certa? Dito de um outro modo, você apostou a vida em algo que valeu a pena?


Para responder a essa questão eu tive que vasculhar o meu passado e revisitar a minha história. Comecei então a imaginar-me em uma vida diferente da que vivo hoje.


Imaginei-me numa vida a dois, haja visto que o que o coração humano mais busca é alguém para amar. Logo objetei. Não teria dado certo. Amo demais para amar uma única pessoa apenas e me sinto livre demais para saber que tendo asas não poderia voar para campos mais distantes do que os meus olhos pudessem alcançar. Com isso não estou querendo dizer que a vida a dois não seja bela ou que não seja uma opção que realize o coração, apenas comparto convosco que não teria sido o melhor caminho para mim.


Imaginei-me como professor de uma universidade que era para isso que eu me preparava. Também não teria dado certo. Me sinto muito dono das minhas faculdades cognitivas para vê-las circunscritas apenas ao pensamento de Max e de Freud, (com todo o respeito que tenho por esses dois senhores), que é o que predomina nas universidades brasileiras. É claro que sei que existe gente, por sinal conhecidos meus, que decidiram ir por outras veredas (e que são muitas) do pensamento humano.


Imaginei-me como um homem público, já que durante tantos anos flertei com militância política. Nem preciso dizer no que teria dado isso. O certo é que hoje não vou nem para a direita e nem para a esquerda me sinto de certa forma paralisado com o desejo de ir para frente somente. Independente da minha postura paralisante de hoje conservo na vida os amigos a quem chamo ainda de “companheiros”, os amigos a quem chamo de “coxinhas”.


Me dei conta, também, que a possibilidade de ter passado pela vida com um ser fragmentado teria grande, pois dentro de mim sempre existiu um desejo enorme de conhecer tudo, de querer tudo. Um dos versos de Fernando Pessoa no seu épico poema Passagem das Horas consegue explicar bem o que quero dizer: Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.


O que fiz ao imaginar-me tendo feito outra opção foi usar o método proposto por Santo Tomás de Aquino que para dizer o que uma coisa é precisa-se dizer, primeiro, o que ela não é. Dito isso poderia responder com plena convicção diante do tribunal da vida que fiz a escolha certa. Sou feliz, muito feliz, por ser padre” (...).


Para ler o texto na íntegra, clique aqui.


Após a celebração, toda a comunidade presente se dirigiu para o salão do Santuário, onde festejamos com muita alegria o aniversário sacerdotal de nosso querido pai. Rendemos graças ao bom Deus que nos fortalece e nos capacita a cada dia e ao Espírito Santo, que inspirou nosso santo carisma no coração de nosso fundador, o qual tem construído um caminho de busca pela santidade e que também nos move a permanecer firmes na palavra, sabendo que estamos confiados ao Sagrado Coração de Jesus e ao imaculado Coração de Maria.


Fraternidade O Caminho

Redação




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