O Sangue de Cristo é a prova evidente do amor


“O Sangue de Cristo é a prova evidente do amor do Pai Celeste por todos os homens, sem excluir ninguém”. (São João Paulo II)


Movidos por esta afirmação, uma grande inquietação deve invadir nosso coração, será que de fato temos buscado experimentar as graças que foram derramadas do alto da Cruz quando a lança transpassou o lado de Jesus?


Não podemos nos conformar em apenas saber que tão grande mistério faz parte da nossa redenção, é necessário ir mais a fundo. Mergulhando neste mar de amor, vamos descobrir que quando a lança transpassou o lado, foi para nos dar a certeza que não ficaria nenhuma reserva desse amor e que este ato não o feriu tanto, mas o que o fere são todas as vezes que o abandonamos nos que sofrem ao nosso lado, desviando nosso olhar, fingindo que não nos atinge, que tanto faz, que não temos nada a ver com isso ou que não é nossa responsabilidade. Cada um tem que assumir as consequências dos seus atos ou vamos ignorar tudo que está a nossa volta? Isso deve incomodar nossa alma.


Como podemos receber tudo de quem tanto nos amou e dar somente migalhas, aquilo que nos sobra? Somente quem firma suas raízes aos pés da cruz e permite que seja regado pelo Preciosíssimo Sangue que dela emana, consegue sair da sua zona de conforto e ir ao encontro do outro e assim tornar-se fecundo, pois se o soldado que O transpassou soubesse que o maior tesouro da humanidade estava sendo derramado, com toda certeza não teria deixado uma só gota tocar o chão, por isso, desta terra brotará a fidelidade que necessitamos para segui-Lo, deveria doer em cada um de nós quando imaginamos tão precioso dom sendo pisado e esquecido. Só quem ama será capaz de ir mais fundo neste mistério, pois como entender, Ele que se deu até o fim, ficando sem nenhuma reserva, um amor tão profundo que nos faz ir além das nossas forças humanas.


E assim vamos avançando nessa profundidade, no exato momento em que fixamos nosso olhar em um Deus que se fez homem e assim como nós sofreu tentações e injúrias, mas mesmo assim não deixou de acreditar em nossas capacidades, mesmo sabendo que seríamos capazes de traí-Lo e abandoná-Lo, Ele decidiu assumir a Cruz e ali ser crucificado, assumindo seu reinado eterno, pois sabia que todas as vezes que parássemos diante dela nos recordaríamos de tão grande amor. Somente quem se permiti aprender com o sofrimento é capaz de valorizá-lo, do contrário ele se torna dor, ausência, angústia e nada mais, ou seja, é necessário estar crucificado com Aquele que se fez pobre e abandonado por nós.


Sangue de Cristo, alívio dos que sofrem, tende piedade de nós!


“Não basta estar aos pés da Cruz, tem que estar crucificado com Ele” (Santa Margarida Maria Alacoque).


Frei Kaliel da Paixão de Cristo, pjc

Fraternita São Luís Maria Grignion de Montfort, Santo André/SP

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